IV Simpósio do Grupo Polar reúne maiores players da Cadeia Fria para discutir tendências e soluções para o mercado

IV Simpósio do Grupo Polar reúne maiores players da Cadeia Fria para discutir tendências e soluções para o mercado

Representantes da indústria farmacêutica, veterinária e diagnóstica, distribuidores e operadores logísticos compartilharam experiências

O Simpósio Grupo Polar já é referência no calendário da indústria farmacêutica e reuniu pelo quarto ano consecutivo os maiores players da Cadeia Fria para discutir tendências e apresentar novas soluções mundiais para o mercado. O evento exclusivo para convidados realizado no dia 25 de outubro, em São Paulo, contou com a presença de profissionais da indústria farmacêutica, veterinária e diagnóstica, distribuidores e operadores logísticos.

O grande destaque desta edição foi o lançamento da primeira linha de PCMs (Phase Change Materials) nacional, que são atóxicos e permitem armazenar energia térmica por mais tempo. “Nós investimos muito em pesquisa e desenvolvimento, fomos buscar essas tecnologias na Europa e Estados Unidos, visando atender a demanda que o mercado vem exigindo. Com isso vamos conseguir suprir as necessidades que nenhum outro fornecedor no Brasil consegue atender”, disse Paulo Vitor, diretor do Grupo que abriu a tarde de palestras.

À frente do “Centro de Desenvolvimento Estratégico em Cold Chain” do Grupo, está a farmacêutica Liana Montemor, que também foi a mestre de cerimônias do evento. Ela conta que este lançamento promete revolucionar o mercado, além de manter o Grupo Polar como líder no fornecimento de serviços e elementos da Cadeia Fria.

Esteve presente também Anderson Fernandes, engenheiro químico do grupo, que participou do desenvolvimento dos PCMs. Ele explicou que o maior diferencial da nova linha de produtos é que eles são constituídos para alterar o ponto de fusão e mudar a faixa de estabilidade que se deseja dentro da embalagem térmica, consequentemente é possível transportar produtos por longos períodos de tempo sem variações expressivas de temperatura.

Após a abertura, a primeira palestra foi de Ronald Schaefer, diretor-assistente da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), falou sobre as vantagens que a certificação CEIV Pharma pode trazer ao mercado, enfatizando a melhora da qualidade dos transportes de produtos farmacêuticos, para que não cheguem com desvio de temperatura ao seu destino final.

Um ponto em comum citado por todos os palestrantes foi que a segurança do paciente é responsabilidade de todos. Rogerio Nogueira, analista de qualidade sênior da Bayer, contou um caso prático sobre qualificação de embalagem atendendo os requisitos do Guia da Anvisa e ressaltou que todas as áreas envolvidas precisam se sensibilizar, não só por exigência do órgão regulatório, mas para salvar vidas.

Em um país continental como o Brasil, com infraestrutura ruim, o maior desafio é manter a temperatura controlada. “Os PCMs chegaram para entregar o que todo o pessoal da logística farmacêutica procura, uma temperatura constante e estável, sem picos para cima ou para baixo, que garantem a qualidade, eficácia e segurança dos nossos produtos farmacêuticos”, esclareceu o diretor de operações do Grupo Polar, Ricardo Miranda.

Em seguida, Lucimeire Sola, supervisora de qualidade, Consumer and Life Sciences Brasil, da DHL Supply Chain, apresentou as estratégias que a empresa adota na qualificação de ambientes (armazéns, câmaras, freezers) e veículos refrigerados. “Além de gerenciar de perto a performance das rotas de nossos clientes, treinamos nossos condutores a operar os veículos de maneira correta, como ligá-los com antecedência para que a temperatura esteja adequada no momento em que os produtos são embarcados.”

Kleber Fernandes, Head of Quality and Management da AGV Logística explicou como é fazer a gestão de crise e plano de continuidade de negócios, citando como exemplo a greve dos caminhoneiros ocorrida em maio, que paralisou as entregas este ano. O executivo considera fundamental um planejamento prévio, para tentar diagnosticar o maior número possível de variáveis. Com isso, se caracteriza a diminuição de impactos na hora que surge o problema. “A ideia não é ter um plano B, mas ter um C e D também, porque muitas vezes o que foi pensado num primeiro estágio nem sempre se enquadra. Então é preciso mais de uma alternativa para ter sucesso no plano de continuidade de negócios na prática”.

Veja a galeria de fotos


Compartilhar:

Newsletter


Cadastre-se em nossa newsletter e fique por dentro das novidades.

Contato